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O preconceito político e o inimigo mercado

Em tempos de discursos de ódio político devido à polarização entre a direita e a esquerda, testemunhamos discursos que caracterizam um preconceito latente em nossa sociedade. Dependendo de sua posição política, seja ela qual for, você com certeza será julgado e pré-condenado por alguém que pensa diferente.

Este julgamento acontece da forma mais baixa possível, por meio de adjetivos de baixo calão e com termos pejorativos como: coxinha, petralha, esquerdopata, fascista, etc. Estes nomes são atribuídos a qualquer um, às vezes a familiares, pais, amigos e principalmente para os desconhecidos, onde a violência covarde por meio destes termos se torna latente.

Todos nós temos o direito de pensar e de nos manifestar democraticamente, militando no PT, PSol, PSDB, PSl, MDB ou qualquer outro partido e ser respeitado. As pessoas devem conversar, debater expor suas ideias em blogs, nas redes sociais, mas o principal não é a opinião pessoal, mas sim, o respeito ao próximo.

Diante de tantos discursos preconceituosos referentes à opinião do próximo, percebemos que se esquece de nosso principal inimigo: o mercado. Estamos testemunhando o desmonte de nosso Estado em prol dele, como se o “mercado” fosse um deus e não é. Estamos esquecendo que somos uma República e a nossa maior riqueza como nação não são as nossas belezas naturais, muito menos as nossas estatais ou as multinacionais que aqui se instalaram, mas sim o povo. Nós somos a razão deste país e o poder é nosso, portanto temos prioridade, jamais o mercado.

As nossas empresas, antes sólidas oligarquias, agora se derreteram pela insegurança que ele oferece. O pensador Zygmunt Bauman, em sua obra “Tempos Líquidos”, relata que as instituições já não existem como antes, se derreteram, ficaram instáveis, inclusive o Estado.

Isto gera uma sensação de insegurança de não termos mais nada no futuro, faz com que tomemos posições extremas de segurança em todas as áreas. A começar pela segurança econômica do governo que, aproveita para cortar os gastos com a sociedade; por sua vez, as empresas têm medo de investir e de contratar, pois o “mercado” está vulnerável e teme em investir e não ter o lucro tão desejado, assim acontece com todas as instituições. Este temor é passado indiretamente à sociedade, pois a “mão invisível” do falso deus mercado não está funcionando como antes, vivemos outros tempos onde a palavra “progresso” saiu da pauta.

O Estado deve se posicionar, não pode virar refém de um sistema econômico que nas últimas décadas só privilegiou os grandes banqueiros e os monopólios de grupos econômicos. Estes são quem devemos lutar contra e não ficarmos nos ofendendo nas redes sociais. Enquanto isto, as propagandas de agronegócio, e de “carros populares por apenas R$ 90 mil reais” irão continuar a aparecer em horários nobres, e nós ainda pagaremos gasolina a R$ 5 e acharemos tudo bonito, afinal, o Lula está preso e a corrupção acabou. E tem gente que acredita.

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Este post foi publicado em: Opinião

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Professor, jornalista e andante pelas ruas, avenidas e caçador de quadrinhos antigos, cds, e discos... Uma das baterias da vida é ouvir musicas, muitas músicas (Journalist, and teacher).

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