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Casa da Mulher Brasileira completa dois anos com mais de 50 mil atendimentos

No local, mulheres vítimas de violência podem encontrar serviços especializados e multidisciplinares 24 horas por dia

A Casa da Mulher Brasileira (CMB) é reconhecida como a espinha dorsal da rede de proteção, apoio e prevenção contra à violência doméstica da cidade de São Paulo, que é a maior do Brasil. No espaço, as vítimas podem buscar por assistência integral, de segunda a segunda, 24 horas por dia. Único do estado e o sétimo no país com estas características, este equipamento essencial para o acolhimento e fortalecimento da autonomia de mulheres completa dois anos de funcionamento nesta quinta (11).

Durante toda a pandemia, mesmo nos períodos de maior rigidez nas restrições de convívio social, a CMB, considerada a espinha dorsal da rede de assistência à mulher da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC), permaneceu de portas abertas. Desde a sua inauguração, 55.443 atendimentos foram realizados, oferecendo serviços especializados e multidisciplinares humanizados. O espaço, na Rua Vieira Ravasco, 26, no Cambuci, região central da capital, conta com uma área de 3.659m² e um ambiente confortável, receptivo e seguro.

“A Casa da Mulher Brasileira é uma referência na nossa rede de atendimento, pois concentra em um único local acolhimento e escuta qualificada e também suporte jurídico e de proteção, disponíveis no espaço com a oferta de serviços da Delegacia de Defesa da Mulher, Ministério Público, Defensoria Pública Tribunal de Justiça e do programa Guardiã Maria da Penha”, afirmou Claudia Carletto, Secretária Municipal de Direitos Humanos e Cidadania. “Quebrar o ciclo de violência é uma decisão muito difícil, e a administração pública precisa se fazer presente tanto para informar mulheres e incentivar esta atitude, como para acolher e fortalecer as vítimas deste reflexo do machismo estrutural”, disse.

Segundo pesquisa do Datafolha, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), uma em cada quatro mulheres acima de 16 anos, totalizando 24,4% desta população, afirma ter sofrido algum tipo de violência em 2020 no Brasil. E este é apenas um dos retratos feitos desta triste realidade durante a pandemia.

Em levantamento recente, a SMDHC traçou o perfil da mulher vítima de violência atendida durante a pandemia – branca, de 30 a 49 anos, solteira, heterossexual, formação escolar igual ou superior ao ensino médio e com rendimento de um a dois salários mínimos. E uma das constatações mais alarmantes e que reforçam o alcance do machismo estrutural é que mesmo as mulheres que passam longe deste perfil estão igualmente expostas ao risco de violência. Acesse o estudo na íntegra aqui .

As mulheres em situação de violência encontram na CMB serviços de acolhimento e escuta qualificada por meio de uma equipe multidisciplinar. Estão disponíveis serviços da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), com ações de prevenção, proteção e investigação dos crimes de violência doméstica; Ministério Público, com atuação na ação penal dos crimes de violência; Defensoria Pública, com orientação às mulheres sobre seus direitos e assistência jurídica; Tribunal de Justiça, responsável pelos processos, julgamentos e execução das causas relacionadas à violência; e um destacamento do programa Guardiã Maria da Penha, da Guarda Civil Metropolitana, para proteger as vítimas.

Além disso, a CMB também oferece um alojamento de acolhimento provisório para os casos mais graves, quando a mulher é obrigada a deixar sua casa, por risco iminente. Foi instalado também na Casa um ponto de atendimento da Central de Intermediação em Libras, para atender mulheres surdas.

Rede de apoio e proteção à mulher

A SMDHC reforça o suporte às mulheres vítimas de violência doméstica, com a ampliação dos canais de denúncia pelo Disque 156 e a concessão do auxílio hospedagem. Ao todo são 13 serviços da SMDHC em pleno funcionamento: os quatro Centros de Referência, os cinco Centros de Cidadania da Mulher (das 10h às 16h), a Casa da Mulher Brasileira (24 horas por dia, inclusive sábados e domingos) que possui alojamento provisório, as Casas de Abrigo e de Acolhimento Provisório, que possuem 20 vagas cada, e três Postos Avançados de Apoio à Mulher. A unidade móvel conhecida como Ônibus Lilás, que não circulou em 2020, retomou as atividades este ano.

A mulher vítima de violência, seja psicológica, física, moral ou que tenha sofrido qualquer outro tipo de agressão, é atendida no local por uma equipe especializada composta por assistente social e psicóloga que faz uma escuta qualificada, a orientação e possível encaminhamento a um dos equipamentos da rede de proteção à violência contra a mulher.

Uma ferramenta importante utilizada pela SMDHC no período pandêmico foi o violentômetro , um infográfico que ajuda a ilustrar a progressão que costuma ocorrer numa relação abusiva, que vai de agressões verbais em tom de brincadeira até a consumação de atos de violência. A informação é uma forma eficaz de proteger a mulher contra a violência, sobretudo a violência doméstica, quando fatores emocionais dificultam, muitas vezes o discernimento do que é ou não um ato abusivo. O material violentômetro pertence originalmente ao Programa Institucional Gestión con Perspectiva de Género del IPN/México.

Confira a rede de atendimento da SMDHC:

Casa da Mulher Brasileira (todos os dias, 24 horas)
Rua Vieira Ravasco, 26 – Cambuci
11 3275-8000

Posto Avançado de Apoio à Mulher (segunda a sexta-feira, das 10h às 16h)
Estação Santa Cecília (Linha 3 Vermelhal)

Posto Avançado de Apoio à Mulher (segunda a sexta-feira, das 10h às 16h)
Estação da Luz (Linha 1 Azul)

Posto Avançado de Apoio à Mulher (segunda a sexta-feira, das 10h às 17h)
Terminal de Ônibus Sacomã – zona sul

Ônibus Lilás
Unidade móvel de atendimento, encaminhamento e acolhimento às mulheres vítimas de violênciaEndereço e horário de funcionamento dos próximos dias (informações atualizadas no site da SMDHC)

CRMs e CCMs – Segunda a sexta-feira, das 10h às 16h.
CRM 25 de Março (CENTRO)
Rua Líbero Badaró, 137, 4º andar – Centro
(11) 3106-1100

Casa Brasilândia (NORTE)
Rua Sílvio Bueno Peruche, 538 – Brasilândia
(11) 3983-4294

CCM Perus (NORTE)
Rua Aurora Boreal, 53
(11) 3917-5955

CCM Itaquera (LESTE)
Rua Ibiajara, 495 – Itaquera
(11) 2073-4863

Casa Eliane de Grammont (SUL)
Rua Dr. Bacelar, 20 – Vila Clementino
(11) 5549-9339

CRM Maria de Lourdes Rodrigues (SUL)
Rua Luiz Fonseca Galvão, 145 – Capão Redondo
(11) 5524-4782

CCM Parelheiros (SUL)
Rua Terezinha do Prado Oliveira, 119
(11) 5921-3665

CCM Santo Amaro (SUL)
Praça Salim Farah Maluf, s/n
(11) 5521-6626

CCM Capela do Socorro (SUL)
Rua Professor Oscar Barreto Filho, 350 – Grajaú
(11) 5927-3102

Além da rede da SMDHC há equipamentos disponíveis também na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SMADS).

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