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Pq Ibirapuera tem que voltar a ser do povo

Muitos foram ao parque pensando que o evento era gratuito, porém os shows aconteceram em um espaço reservado com igressos custando cerca de R$ 200. Racionais Mcs e Marcelo D2 foram algumas atrações particulares dentro do parque público.

O Parque Ibirapuera, cartão-postal da cidade de São Paulo, está sob responsabilidade de uma empresa privada, a Construcap, sob o nome Urbia, desde 2019. A empresa assinou contrato com a prefeitura para assumir a gestão no dia 20 de dezembro daquele ano, mas só começou a efetivamente gerir o espaço em outubro do ano passado. Além do Ibirapuera, considerado a cereja do bolo desse contrato, outros cinco parques também faziam parte do pacote, que prevê a exploração comercial destes espaços.

A princípio gerou um grande debate em relação a suposta cobrança para ingressar no parque, o que não aconteceu para os pedestres, ao contrário para quem quer estacionar, que paga uma taxa de R$ 12 durante a semana e R$ 14 aos finais de semana. Além disso, a empresa colocou inúmeras bicicletas e triciclos a disposição. Não existe um valor diferenciado para adultos e crianças, apenas para o tipo de bicicleta e os preços variam de R$10 na primeira hora e R$5 a cada 30 minutos adicionais. Já o triciclo família é disponibilizado pelo preço de R$20 na primeira hora e R$10 a cada 30 minutos adicionais.

Até aí, tudo bem, a entrada e o acesso é livre, paga quem quiser, quem não pode, leva a sua bike, leva o seu lanche, vai de busão mesmo, e fica livre do estacionamento e circula por todo o parque que é público.

A partir do momento que parte do parque fica interditado e só pode circular que pode pagar “ingressos” que podem custar até R$ 200 dentro do parque é um abuso que deve ser combatido. O mais lamentável é que grupos como Racionais Mcs, Marcelo D2, Anita, Marisa Monte, entre outros artistas compartilham esta ideia. Será que não se tocaram que o “Parque do Ibirapuera” é sagrado e público. Parodiando a própria música dos Racionais… “Vamos passear no Parque?”, agora temos então que perguntar: “Que parque? “Olha só o pretinho vendo tudo do lado de fora”.

Este post foi publicado em: Opinião

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Formado em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo, Letras, pela Faculdade Diadema. Pós-Graduado em Estudos Linguísticos e Literários pela Fundação Santo André. Andante das ruas da Cidade Ademar e de toda São Paulo e apaixonado pelas comidas de boteco e futebol, principalmente futebol de várzea.

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