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CEU Caminho do Mar terá cinema gratuito neste sábado

O evento intitulado Sarau Cinematográfico terá vários lançamentos de filmes gratuitos para toda a população.

Uma ótima opção de lazer acontece neste sábado dia 13 de julho, no CEU Caminho do Mar, trata-se do Sarau Cinematográfico com cinco lançamentos de filmes nacionais de alta qualidade. Além dos filmes, haverá também apresentações musicais, literatura e intervenções sonoras com Djs. O evento é organizado pelo Coletivo Mascate Cineclube que é responsável pelas produções audiovisuais contempladas pelo 1º Prêmio Mascate Cineclube.

O evento conta com a participação dos realizadores e outros artistas convidados para celebrar o projeto que teve patrocínio do Programa VAI da Secretária Municipal de Cultura de São Paulo. Este prêmio visa estimular a produção audiovisual e cultural na região da Cidade Ademar e Pedreira.

Projeto Mascate Cine Clube – O projeto Mascate Cineclube desde 2005 apresenta nos bairros da Cidade Ademar, sessões cineclubistas ao ar livre com a exibição de filmes em 2D e 3D para a comunidade da região, sempre com debates e discussões após as exibições, aguçando o olhar crítico e a difusão do audiovisual entre diferentes espectadores que acompanham o projeto. Além das exibições gratuitas oferecidas as comunidades.

Veja a programação completa do evento aqui.

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Curso capacita jovens para o 1º emprego

Para combater o desemprego entre os jovens da região a Organização Não Governamental (ONG) Vocação Você em Ação realiza Curso Semestral para jovens de 15 a 18 anos. O curso é gratuito e os interessados podem se inscrever pelo site http://materiais.vocacao.org.br/ppt.

Para se inscrever os jovens devem ainda estarem no último ano do Ensino Fundamental ou cursando ou concluído o Ensino Médio. O curso acontece também por meio da parceria com o C.P.D Direitos Humanos Frei Tito de Alencar Lima.

O endereço da Vocação Você em Ação é: Rua Paschoal Grieco, 131 – Cidade Júlia – São Paulo. Para mais informações ligar para 5625-2655.

Cidade Ademar completa 73 anos

Carente de espaços de cultura e lazer Cidade Ademar completa mais um ano.

Um dos bairros mais populosos da zona sul de São Paulo, com cerca de 500 mil habitantes, Cidade Ademar completou na última quarta-feira, dia 26 de junho, 73 anos. Atualmente a região compreende ainda o bairro de Pedreira que o faz ter uma das maiores densidades demográfica do país com 13.388 mil hab/km², ou seja, se fosse uma cidade, seria a segunda maior de todo o Brasil, ficando atrás apenas de Taboão da Serra com 14.058 hab/km². Com toda esta gente, as comemorações aconteceram nos CDCs da região envolvendo mais de 600 crianças e no domingo, dia 30, na antiga Feira Livre, hoje intitulada Praça Lígia Maria Salgado de Nóbrega.

O evento aconteceu com a iniciativa do jornal Cidade Ademar em Notícias. No sábado, dia 28, os eventos nos CDC’s foram voltados para jogos com as crianças pré-mirim, mirim e infantil na Missionária, Niterói, Represa Nova, Dorotéia e Cidade Ademar. No domingo, dia 29, um palco foi montado no espaço Feira Livre da Cidade Ademar, onde aconteceram algumas apresentações de artistas locais.

A reportagem do Bairro percorreu no sábado alguns festivais infantis, registrou alegria e ao mesmo tempo decepção, pois alguns jogos terminaram cedo e algumas crianças não receberam medalhas por agentes da prefeitura. “Recebemos o kit alimentação para dar as crianças, mas as medalhas deveriam ter sido dadas por agentes da prefeitura e muitas já foram embora sem recebê-las”, disse Sidnei de Souza Machado, vice-presidente do CDC Cidade Ademar.

Sidnei de Souza Machado, vice-presidente do CDC Cidade Ademar.

Sidnei mantém uma escolinha de futebol infantil gratuita no CDC Cidade Ademar com mais de 100 crianças e conta apenas com apoio de alguns comerciantes. “Precisamos de mais ajuda para tirar as crianças das ruas e trazê-las para praticar esporte. Pois nosso bairro não tem opção de lazer “, comentou.

No Parque Doroteia Railson Candido da Silva, relatou que esta foi a primeira vez que as crianças participam das atividades das comemorações do bairro. “Antes era para os adultos. Desta vez foi para as crianças que se alegraram muito, pois eles treinam e treinam e às vezes nunca jogam”, comentou. Segundo Railson o bairro precisa melhorar muito. “As autoridades deveriam abrir os olhos para a nossa comunidade que está carente”, relatou.

Railson Candido da Silva, do parque Dorotéia.

“A sociedade deve repensar a emancipação do bairro”, afirma padre Tony.

Um dos responsáveis pelo desenvolvimento do bairro Cidade Ademar, lá nos anos 70, o padre Antony John Conry, ou simplesmente Padre Tony, como é conhecido pela comunidade, falou com exclusividade à reportagem do jornal O Bairro Cidade Ademar. Ele relembra como foram as lutas para a formação das comunidades por meio das paróquias que estavam à frente para o desenvolvimento das vias públicas, escolas, entre outras melhorias para o desenvolvimento do bairro. O padre relata ainda que a qualidade de vida na região acabou piorando devido ao descaso das autoridades com a região e pela falta de investimento em lazer, educação e saúde.

Padre Tony: “Se não fazem nada por nós, fazemos nós mesmos”.

Hoje com uma das regiões mais populosas de São Paulo, a Cidade Ademar possui umas das infraestruturas, mais precárias de São Paulo e após tantas lutas e por ter passados por tantos governos desde os anos 70, o padre só acredita em uma solução para que a região possa ter mais escolas, creche, hospitais, Centros Esportivos e Culturais: “A solução é a emancipação da Cidade Ademar”, revela. De acordo com o pároco, a região é alvo apenas de votos para os políticos.

Padre Tony começou o trabalho pastoral em Taboão da Serra em 1970, (hoje São João Batista), Depois de sete anos, veio para o bairro em 1977. “Foi por meio da ordem dos Padres Missionários de São Patrício e fui designado a trabalhar em áreas onde não tinha igreja, principalmente do lado direito da Avenida Cupecê no sentido de Diadema”. Foram seis paróquias: São Francisco de Assis, Santa Cruz, Cristo Ressuscitado, Santa Luzia, Santo Afonso e São Judas Tadeu.

O padre veio atuar na região, pois naquela época as periferias de São Paulo tinham poucas igrejas ou quase nenhuma. Nos anos 70 a Cidade Ademar começava a receber um número enorme de migrantes do norte e nordeste do Brasil que iam se instalando nas periferias e a Cidade Ademar foi uma destas regiões. “Somos missionários e pioneiros, e tive que começar o trabalho em 1977. Não havia igrejas deste lado da Cupecê”, relembrou.

“Comecei com seis igrejas ao mesmo tempo e o nosso plano era entre a Avenida Cupecê e a Avenida Yervant Kisarjikian, da Casa Palma até o Jardim Miriam. Tínhamos que lutar para o desenvolvimento desta região. Começamos com este conjunto de igrejas chamado ‘Operação Preferia’, que era um projeto do Cardeal Don Evaristo Arns, nomeado para o cargo em 1960 e toda a sua equipe pastoral visava uma nova cidade de São Paulo que se expandia para as periferias a partir dos anos 60 e nestes locais não havia igrejas”, explicou.

De acordo com o padre, este projeto de implantação de igrejas teve como peça central a venda do Palácio dos Bispos, que ficava na Avenida Paulista. Segundo o padre Tony, na época, nos anos 70, este palácio foi vendido por cinco milhões de dólares e junto com esta verba, criou-se um fundo para a compra de terrenos em todas as periferias do município de São Paulo para a construção de igrejas e centros comunitários.

O padre revela que foram comprados com este dinheiro 1,2 mil terrenos em toda São Paulo. Somente na zona sul, na região de Santo Amaro, foram adquiridos 287 terrenos e os terrenos das paróquias da Cidade Ademar, foi comprado com este dinheiro e ainda com a ajuda de outras paróquias e de algumas igrejas já estabelecidas no Centro de São Paulo. Algumas igrejas ajudaram na aquisição das paróquias da Cidade Ademar, como a Igreja de São Judas Tadeu, Imaculada Conceição e a de Santa Cruz dos Enforcados, na Liberdade. “Elas ajudaram na compra dos terrenos da Cidade Ademar entre 1977 a 1980”, informou.

Com a compra destes terrenos a construção ficou por nossa conta e com um caixa em comum que era construído em forma de rodízio. Demorou cerca de 30 anos para que todas as paróquias terminassem suas obras, mas até hoje, elas estão se adequando a demanda de cada comunidade. E todas foram construídas simultaneamente ao mesmo tempo, nunca ficamos parados.

Junto com a construção das igrejas houve a luta das comunidades para a construção de escolas, creches, asfaltos para as vias públicas, água encanada. “Chegamos a criar a pré-escola e o Mobral  (alfabetização de adultos) na Avenida Santo Afonso, criamos o clube das mães, entre várias necessidades para o bairro”. “Lutamos ainda por asfaltos, energia elétrica, inclusive fizemos uma campanha para construção de um escadão para ter acesso a Santo Afonso”, relembrou.

Decepção – Depois destes anos de luta para melhorias do bairro, padre Tony se decepciona com a política, pois vários políticos já o procuraram e fizeram muitas promessas e nada aconteceu de concreto. Lamenta ainda a falta de novos lideres de bairro. “Em nosso bairro, nunca houve uma preocupação por parte das autoridades em investir em educação, esportes e habitação. O bairro foi loteado aleatoriamente nos anos 60 e 70 e não houve uma terraplanagem. Foram loteamentos rápidos, sem nenhum planejamento e sem nenhuma infraestrutura. Todos os problemas de hoje, estão ligados diretamente àquela época, ou seja, o bairro começou errado”, afirma.

Mudanças político-religiosas – O pároco informa que nos últimos 40 anos houve uma mudança político-social e religiosa em nossa região, e foram mudanças profundas. A qualidade de vida dos moradores da Cidade Ademar despencou. O desemprego desestruturou e impediu a melhoria e o crescimento do bairro.

A partir do governo Sarney há 25 anos, houve um colapso econômico e duas coisas aconteceram: fim do Polo Industrial de Santo Amaro e o fim do Polo Industrial do ABC. Isto afetou diretamente a vida das pessoas que moravam na região, pois grande parte dos nossos moradores nos anos 80 era operária e isto jogou o bairro no desemprego e a qualidade despencou e nunca mais se recuperou.

Lideranças acéfalas – Com as mudanças, o papel da igreja também mudou. “Hoje elas têm pouco impacto na vida social. O Hospital Pedreira foi uma luta que a igreja católica junto com a comunidade conquistou, mas nos últimos anos a igreja católica perdeu este compromisso com o social com raras exceções. Hoje as lideranças locais são acéfalas, sem características de líderes, pois eles só pensam no bem comum, individualistas e com pouco interesse pelo social, mas sim político, Estes lideres fazem parte da cultura do selfie”, relatou.

De acordo com Padre Tony, os governos pararam de investir na Educação e a política de alfabetização de adultos mudou. “Agora a região serve apenas como curral eleitoral. Já lutamos por hospital, escolas, universidades, Centros Comunitários de Lazer. Não há nada para os jovens se divertirem na Cidade Ademar.”

“Se não fazem nada por nós, fazemos nós mesmos”

“Está na hora de um grande debate entre os lideres locais, pois se eles não fazem, fazemos nós mesmos, pois isto é necessário. É preciso mobilizar um debate para a emancipação da Cidade Ademar”, orienta.

“O ideal é que São Paulo ficasse na área de rodízio. A própria prefeitura já delimitou a área dela. Se Diadema continuasse como bairro, de São Bernardo do campo, teria o mesmo desenvolvimento que tem hoje?”, questiona.

De acordo com Padre, a cidade de São Paulo é ingovernável neste atual modelo de gestão. “Não importa o prefeito. Não há como governar neste modelo. É impossível no curto ou em longo prazo organizar uma cidade deste tamanho. A cidade tem que ser desmembrada”, diz.

Para o padre as Prefeituras Regionais de nada valem, pois não possuem autonomia, a não ser pela zeladoria e conta ainda com altas despesas. “Para o melhor desenvolvimento local é necessário um amplo debate político, mas para o bem comum de todos”.

As periferias de São Paulo já possuem suas próprias culturas. “Pirituba é igual à Cidade Ademar? Claro que não, deveriam ser independentes. O atual modelo de gestão não está funcionando nas periferias de São Paulo e nem vai funcionar, mesmo com a boa vontade e competência de qualquer governante, pois São Paulo é muito grande”, comentou.

De acordo com o padre, nunca se discutiu os problemas das periferias na vida da sociedade, de uma forma real. “Quando se fala em São Paulo na mídia, mostra-se o bairro dos Jardins, Avenida Paulista, Centro, Mooca, mas nós não fazemos parte, nos sentimos cada vez mais abandonados. Quer um exemplo: Em 2016 foi feito um recapeamento na Avenida Cupecê, mas foi até a Casa Palma. Há uma ausência de governo em todos os níveis. Estamos ao ‘deus dará’”, lamentou. É preciso unir todas as nossas lideranças para este debate, pois nada acontece e nem vai acontecer”, finalizou.

Subprefeitura Cidade Ademar fiscaliza e autua bares

Ação aconteceu durante a madrugada do último sábado, 8 de junho, onde 16 bares foram vistoriados

A Subprefeitura Cidade Ademar realizou na madrugada do último sábado, 8 de junho, ação para fiscalização de bares e o cumprimento da Lei 16.402/2016, regulamentada pelo decreto nº 57.443/16, que determina, dentre outros assuntos, que os estabelecimentos que comercializem bebidas alcoólicas e que funcionem com portas, janelas ou quaisquer vãos abertos ou ainda que utilizem terraços, varandas ou espaços assemelhados, bem como, aqueles cujo funcionamento cause prejuízo aos sossego público, não funcionem entre 1h e 5h.

A operação foi realizada por dois agentes vistores da subprefeitura, com o apoio da Polícia Militar e Guarda Civil Metropolitana.

Foram vistoriados 16 locais, sendo que 9 deles já estavam fechados no horário estabelecido, 1 estava funcionando com portas e janelas fechadas, e outros seis foram autuados. No ato da fiscalização, os seis últimos receberam determinação dos agentes vistores para encerrarem suas atividades e assim o fizeram, com o acompanhamento da equipe.

Qualquer pessoa pode denunciar o estabelecimento que está provocando incômodo pelo telefone 156, aplicativo SP156, portal da prefeitura ou na praça de atendimento da Subprefeitura. É importante que o reclamante informe o endereço e segmento do estabelecimento, além do horário de maior incidência. Todos os dados pessoais são mantidos em sigilo.